Mostrando postagens com marcador conselhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador conselhos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Para ser eterno basta 1 minuto

  Como é difícil para nós reconhecermos nossas próprias fraquezas. Talvez a aceitação mais difícil seja a da limitação de nossa própria existência. Sabemos que não somos eternos, mas jamais haverá qualquer meio para se descobrir o último dia ou para prolongar nossas vidas por pelo menos mais um século (e será que isso seria bom?). Eis o grande sonho da alma humana: ser eterno - e, contraditoriamente, a morte torna-se o tema que mais nos tortura em vida e o que nos faz perder nosso tão precioso tempo com angústias e tristezas.
  Ora, pois a receita para ser eterno é simples. Se somos capazes de fazer cada momento eterno e de sermos eternos no coração de outras pessoas, temos nossa missão muito bem cumprida. Pensando assim, não temos tempo a perder senão aproveitando cada minuto sagrado que recebemos de presente. É aí que tudo passa a ter grande significado - passamos a entender que cada minuto que outras pessoas passam conosco são presentes que elas deixam para nós e que devemos retribuir a outros que passam por nós. Mas e aqueles que nada trazem de bom e tornam os momentos desagradáveis? A eles, damos o tempo, para que eles façam a mesma descoberta que fazemos um dia. Então, eles descobririam que, para ser feliz, basta apenas um minuto...
   ...Um minuto? Sim. O verdadeiro valor de tudo o que existe está no minuto que dedicamos não só à nossa felicidade, mas também à dos outros (e, consequentemente, teríamos igualmente a nossa). E, assim, aprenderíamos a valorizar os próximos minutos seguintes, pois daríamos sentido a cada coisa que fizéssemos. Assim, ninguém desejaria parar o tempo, mas que os próximos minutos viessem para que cada um pudesse valer o máximo possível. Será mesmo tão simples assim? É só fazer o teste, são apenas 60 segundos.
    Resumindo: amar nos faz eternos.
   Temos sido eternos em cada minuto de nossa existência?
   Temos amado em cada minuto de nossa existência?

S.C.P.S.



segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Que no Ano Novo:

Façamos um esforcinho a mais em cuidarmos da nossa saúde, de nossa felicidade e, por que não compartilhá-la?

Esqueçamos um pouco os velhos maus hábitos e cultivemos novos valores e atitudes que façam parte do mundo melhor que queremos. 

Lembremos sempre de fazer apenas aquelas promessas que sabemos que poderemos cumprir!

Iniciemos novos sonhos, mas que com ele venha o empenho de realizá-lo.

Zeremos e recomecemos aquilo que não deu certo. 

Alcancemos um novo patamar em nossos conhecimentos - principalmente em nosso auto-conhecimento. E sejamos menos orgulhosos e mais humildes.

Nos momentos de desânimo e tristeza, tenhamos (e sejamos) pessoas capazes de trazer novamente a esperança.

Os novos amigos permaneçam em nosso caminho.
Nos momentos de felicidade, possamos sempre compartilhar a nossa alegria e multiplicá-la.

Os velhos amigos possam relembrar e viver novos bons momentos conosco.

Valorizemos mais cada gesto de carinho e amizade.

O ano todo seja cheio de boas surpresas e motivos para comemorar!


                                                    FELIZ 2013!
S.C.P.S.







segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Seiscentos e Sessenta e Seis



A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas…
Quando se vê, já é 6ª-feira…
Quando se vê, passaram 60 anos…
Agora, é tarde demais para ser reprovado…

E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguia sempre, sempre em frente…

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

Mário Quintana

sábado, 26 de março de 2011

...



"A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre."

domingo, 29 de novembro de 2009

O mérito e o monstro


"Pra dilatarmos a alma
Temos que nos desfazer

Pra nos tornarmos imortais

A gente tem que aprender a morrer

Com tudo aquilo que fomos

E tudo aquilo que somos nós"

O Teatro Mágico

domingo, 14 de junho de 2009

Se

Se és capaz de manter tua calma, quando
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!

Rudyard Kipling

domingo, 31 de maio de 2009

A janela


  Desperto lentamente: primeiro os olhos; em seguida, com certa dificuldade, o corpo; só então a consciência, ainda perdida entre o último sonho e a realidade, que surge no mesmo instante em que abro a janela. Tudo se transforma: segundos atrás, havia somente escuridão. Agora, a realidade me cega por algum momento. Com muito esforço para manter os olhos abertos, em uma mistura de dor e curiosidade, torço para que aquela paisagem tenha se modificado. Uma decepção: é a mesma imagem de ontem e de muito tempo. 
  O velho balanço, para lembrar a passagem do tempo; as plantas, sem flores e desfolhadas, avisando a chegada do outono- mais uma estação de poucas expectativas; meu cachorro, estirado ao sol, em mais um dia sem grandes aventuras. 
  Nada transformou o mundo diante da minha janela. Imagino como será ruim tê-lo assim amanhã. Seria maravilhoso achá-lo muito mais atrante que qualquer outro no qual se aviste uma praia, ou uma montanha, afinal, é a minha janela.
  Talvez a felicidade consista em aprender a olhar para ela e para o mundo que está muito além daquela paisagem, porém, muito mais próximo. O grande desafio é despertá-lo, enxergar a janela e abri-la.

S.C.P.S.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

sonho


"É um bom ponto de vista
Ver o mundo como um sonho

Quando você tiver algo como um pesadelo
Vai acordar e dizer que foi apenas um sonho..."

[...]

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Apesar de

"E uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi criadora de minha própria vida."

Clarice Lispector - Uma aprendizagem ou livro dos prazeres


[...]

domingo, 25 de janeiro de 2009

A arte de ser feliz...

Houve um tempo em que minha janela se abria
sobre uma cidade que parecia ser feita de giz.
Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco.

Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio,
ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas.
Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas, para o homem,
para as gotas de água que caíam de seus dedos magros
e meu coração ficava completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes encontro nuvens espessas.
Avisto crianças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais.
Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega.
Às vezes, um galo canta.
Às vezes, um avião passa.
Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem,
outros que só existem diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles